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50 Tons De Uma Mochileira Itinerante Itália- Roma (Parte 1)

50 Tons De Uma Mochileira Itinerante Itália- Roma (Parte 1)

Sejam bem vindos, meu nome é Aline Monteiro e hoje vou contar um pouco da minha história romântica pela Itália. Quem nunca teve um amor de viagem não é mesmo? Bem, como a história é longa, vou dividir em duas partes. Tá curioso? Vem cá que te conto tudo.

Roma,Itália, maio de 2011, primavera

Minha primeira viagem internacional sozinha.

Caminhando na ruazinha de pedras em frente a Fontana de Trevi avistei um rapaz moreno,magro, barba feita, cabelos negros, sapato social, calça, camisa social e um blazer marfim. Aparentava  ter  1,80m de altura e não mais que 28 anos.

Ele, sentado em uma mesa lançou seu olhar como uma flecha nos meu.  Dei um sorriso como forma de cumprimento e segui meu caminho. Nesse instante, o ritmo que faltava nos meus passos, sobravam no meu coração. Não resisti em dar aquela olhadinha pra trás para ver se ele ainda estava a olhar, e para minha surpresa ele continuava imóvel me olhando. Caminhei até o final da rua e voltei pelo mesmo caminho. Deveriam ser umas 8pm e apesar de ser primavera, fazia muito frio. E lá estava eu, de botas marrons até o joelho, uma calça jeans surrada, uma blusinha e um blazer imitando jeans  para me aquecer do frio. Na cabeça, uma espécie de boina vermelha e no pescoço uma pashmina vermelha pra combinar. Nem preciso falar que vermelho é minha cor favorita. Fui voltando rapidamente para quem sabe, ter a sorte de encontrá-lo novamente. Meus olhos correram na minha frente ansiosos em achar o rapaz misterioso. E lá estava ele, tomando seu café ainda sentado com mais dois amigos. Pensei rapidamente numa maneira de me apresentar sem ir lá de cara… Então entrei numa gelateria, que é o nome que eles dão às sorveterias ,posicionada bem em frente a ele. Mesmo com frio e sem a mínima vontade de tomar sorvete comprei um e fui saindo da loja lambendo a colher  suja de sorvete de flocos. Ao sair nossos olhares se atraiam mais uma vez como ímã e ferro…era um olhar hipnotizante.

50 Tons De Uma Mochileira Itinerante Itália- Roma (Parte 1)

E antes do meu pé direito apoiar na rua ele ergue a xícara de café pra mim e faz um sinal com sua cabeça, abrindo um sorriso me convidando para sentar- me com ele.

Nesse momento, como nos desenhos animados, surgiram 2 anjinhas!

Uma me dizia: – Volte imediatamente para o Hotel mocinha! Está frio!  E esse sorvete nesse frio? Pode fazer  sua garganta inflamar sabia?!!! Você está sozinha e ele é um desconhecido. Isso é perigoso!

Enquanto isso a outra dizia: – “Dio mio, que boy mais gato mana!” Você, ele e a Fontana de Trevi de fundo… tá melhor que novela da Glória Perez!! Vamos agorinha lá, anda , anda, anda!! Joga aquele charme vai!! hahaha…

Nem preciso dizer quem eu dei ouvidos né?! rs…

Eu com meu sorriso nada tímido me aproximo.

Nos apresentamos e seus amigos foram ligeiros em se despedir educadamente. Bem, e lá estava eu, meu sorvete e o rapaz de olhar hipnotizante.

Olá Bela! De onde você é? Ele perguntou enquanto me dava um beijo no rosto e um aperto de mão.

Sou brasileira. Respondi recebendo aquele beijo no rosto e me deliciando naquele perfume importado esplêndido que ficava mais forte com essa proximidade do meu nariz a sua nuca.  Ahh… quando o boy acerta no perfume… Um homem  que deixa aquele aroma gostoso quando passa encanta qualquer mulher.

Fala italiano? Ele me pergunta

Não. Respondi balançando a cabeça

Fala Francês? Ele continua

Não. Respondi colocando mais uma colherada de sorvete na boca.

Fala espanhol? Ele continua a perguntar já percebendo que idiomas não era meu forte! rs..

Também não. Respondi rindo, fechando os olhos e balançando a cabeça.

Ele sorriu e continuou:  Sem problemas, a gente vai conversando em sinais e mímicas!

Meu inglês na época era o básico do básico! Mas como eu sempre digo, “amor” é uma língua universal!

Posso te acompanhar num passeio pela minha cidade senhorita?

Hummm…sabe o que é? Eu adoraria,  mas eu não vou saber voltar sozinha se formos muito longe..

Onde fica seu hotel?

A uma quadra daqui, respondi.

Eu te trago de volta em segurança. Tens a minha palavra bella principessa!

E misturando inglês com italiano seguimos caminhando pelas ruas rindo das minhas tentativas em falar italiano…

Fomos caminhando por várias construções lindas, jardins, fontes e subimos até um monumento mais alto. Até hoje não faço idéia do nome daquele ponto turístico, mas a vista da cidade de lá era inspiradora.

Sentamos em um pequeno degrau e continuamos a conversar e rir. Tinham aves sobrevoando o cume iluminado daquele monumento e deitamos no chão para apreciar. O céu estava  estrelado e era lua minguante. De olhos fixos no céu, continuamos as aulas de português x Italiano ao ar livre. Brincamos com inúmeras palavras difíceis, claro que fiz ele falar paralelepípedo!!!  Entre risadas, céu estrelado, cumes iluminados curiosamente viramos nossos rostos de frente um para o outro no mesmo instante em que começou a tocar uma música. O olhar era questionativo. De onde está vindo essa música?

E ao virar…Aquele olhar de novo… Dio mio…  sua respiração ofegante foi se aproximando  ao mesmo tempo em que meu olhar ficou morteiro e minha boca foi se abrindo e me rendi a um beijo.

A Itália respira romance, até pra quem vai sozinha.

Bem,  vocês  querem saber como a noite terminou, ok?

Fomos a uma balada depois dali. Comicamente quando eu entrei começou a tocar um funk carioca! Parápápápápápápápápá Morro do Dendê é ruim de invadir… (tive que rir do jeito que todos os estrangeiros tentavam dançar o funk) .

Entramos e fomos tirando nosso casaco pois a temperatura dentro da boate era mais quente. Ao mesmo tempo que eu tirava meu blazer eu ia dançando e puxando ele pela mão para a pista de dança. E enquanto dançava ele não parava de olhar com um olhar de admiração em cada detalhe meu. Tinha horas que seu olhar estavam direcionados para meu cabelo, horas me escaneava dos pés a cabeça e repetir incansavelmente, Bela! Mui Bela!

A balada acabou cedo, e ele, conforme prometido me levou de volta até a porta do meu hotel. Ele estava sem telefone, por isso anotou o número dele no meu telefone.

Gostaria de te ver amanhã novamente se possível “mia bella”.

Vamos tentar sim, respondi.

Então ele pega minha mão, beija suavemente o dorso dela e se despede. O recepcionista do hotel não deve ter visto olhos mais brilhantes do que os meus aquele dia.

Buona notte Signorina Aline, aqui estão as chaves do seu quarto.

Assim voltei ao meu quarto sozinha. Ainda confusa , sem saber se aquilo se tratava de realidade ou um sonho louco causado pelo cansaço da viagem…

Nessas horas faz falta um conhecido para pedir para te beliscar!

No dia seguinte…

Ligo ou não ligo? E agora?

Falar no telefone em outro idioma não era meu forte, mas decidi ligar.

 

Continuação em outro post

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E antes que me pergunte. Todos os “causos” românticos realmente aconteceram comigo!

A ideia de compartilhar essas histórias é para mostrar que uma viagem pode nos trazer mais do que apenas boas fotos…ela pode trazer as experiências que você quiser! Basta estar abertas as oportunidades!

Grande beijo

Aline Monteiro

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Postado por: Aline Monteiro

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Extrovertida, brincalhona, aventureira, mãe, mulher, resolvida e também adoro mochilar um pouquinho mundo a fora!

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